quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Primeira repetição da via O sapateiro



A pedra da laje conta com vias tradicionais bem bonitas, mas tem duas que me chamavam muita atenção. O sapateiro e a via Os três jardineiros, fiz a repetição das duas no mesmo dia e vou relatar separadamente para contar detalhes dessas belas escaladas. O sapateiro foi a primeira cotada em D1 5 Vl+ A1 E2/3 220m.
primeira enfiada
A escalada começa tranquila com uma chapa bem alta, e depois vai ficando um pouco delicado, sendo protegida com nuts em pequenas fendas, passadas delicadas em agarras podres e sujas de musgo, deixam você sempre atento. fui tocando e depois de quarenta metros de escalada P1.
Paulo limpando a primeira enfiada
Paulinho meu parceiro em muitas empreitadas limpou a primeira enfiada rápido. Logo estávamos preparados para a segunda. Nesta enfiada a escalada fica mais comprometida.
saindo da P1
Logo de cara passa por lances delicados, onde não se pode vacilar, costura uma chapa e respira um pouco.
costurando a chapa

olhando o próximo lance
Depois disso a brincadeira fica séria, algumas passadas mais delicadas com proteções móveis, lances verticais onde a queda poderia ser em um
platô, nessa hora lembrei muito das escaladas de salinas, vai mais não cai. Depois de alguns minutos trabalhando o lance, venci o lance de Vl+ da via. Dai pra cima alivia um pouco e cheguei na P2.  Paulo como sempre veio voando e limpou a enfiada sem problemas. Na terceira enfiada tem o lance conquistado em A1 que segundo o conquistador ta quase todo liberado em livre. O sol castigava como sempre e eu olhando aquela parte lisa não fiquei animado em vacar tentando liberar lance, e também fiquei desanimado em fazer lances em clif.
saída da P3
Olhei para o lado esquerdo e vi uma possibilidade de sair tudo em livre, tinha uma laca no meio do matinho, nesse estilo de rocha sempre tem alguma possibilidade de proteger em lacas, mesmo que sejam um pouco podres kkkk.
observando
Consegui achar uma colocação boa e estiquei, ficou um lance exposto, mas também uma linha natural, escalando assim sem precisar usar as chapas, acabei conquistando uma vaiante em móvel para a via.
escalando e olhando as chapas ao lado
Acabei costurando a primeira chapa da saída da P2, porque não sabia se teria como proteger, com essa variante nem precisa costurar as chapas. Depois a via segue por um lindo diedro, que conta com duas proteções fixas na parte muito larga, e depois precisa de peças grandes, Camalot 5 e 6. Ai chega em um platô bom que é a P3. Visual incrível deste ponto. A terceira enfiada é fixa e mais longa, tem 60 metros.
Paulo na P3
A terceira enfiada é linda, a via continua com toda beleza e estética, fui escalando sem grandes problemas, afinal os lances mais chatos já haviam sido vencidos.
Paulo na terceira enfiada
Mesmo ficando mais tranquilo, nesta enfiada merece um certo cuidado, alguns lances podem te derrubar,principalmente porque muitas agarras ainda se quebram, é uma escalada nova, e essa montanha tem muita agarra podre. No final desta enfiada tem uma passagem com lance vertical bem bonita.
Lance delicado




Paulo chegando na P4
A última enfiada da via também protegida em chapas e Paulo fez as honras, fui guiando sem ter nenhum problema, está enfiada tem quarenta metros e  termina junto da via Bela vista.
Paulo guiando a última enfiada
Depois de terminar a via, curtimos um pouco o visual do cume como sempre, mas nem tiramos fotos nossas, mas das peças usadas na escalada sim kkkk.
cume da via O sapateiro
Depois de organizar tudo na mochila iniciamos a descida pela via Supino, porque estávamos com uma corda só, lógico que isso aumenta o comprometimento da escalada, uma vez que para abandonar a via O sapateiro necessita se de duas cordas. Depois de meia hora chegamos ao chão, fizemos um lanche, respiramos e começamos os preparativos para escalar a via Os três jardineiros, que vou relatar em outra postagem.
Bons ventos....




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