quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Primeira repetição da via Os três jardineiros


Continuando os relatos, no mesmo dia em que repetimos a via O sapateiro, fizemos a repetição da via Os três jardineiros. Eu e Paulo chegamos na base, que hoje se encontra um pouco suja, e vimos as chapas da primeira enfiada da via.  Logo na primeira enfiada, uns lances delicados com proteções um pouco espaçadas, passagens em aderência. Pra quem não está adaptado pode achar complicado, escalei uns 40 metros e cheguei a um grande platô, onde achei que teria a primeira parada da via kkk. Mas não havia grampos, os conquistadores sentaram ali e continuaram a escalada, kamom. Desci um pouco até a última chapa, eu havia visto um lugar pra proteger com um camalot 1. Equalizei os dois e montei uma parada pra chamar o Paulo. Que veio limpando a enfiada sem grandes problemas como sempre.
Início da segunda enfiada
A segunda enfiada é uma grata surpresa da via, contém apenas duas chapas e fendas maravilhosas, com uma saída bem vertical e com agarras podres, merece um certo destaque. Passadas em agarras sólidas depois onde se alcança as fendas.
ainda na segunda enfiada
Depois de esticar os sessenta metros de corda, montei a parada em móvel, e me preparei para chamar o Paulo.
segunda parada

parada
Como sempre o Paulo sem grandes problemas veio limpando a enfiada tranquilamente e passeando pela segunda enfiada da via.
Paulo na segunda enfiada
Eu estava maravilhado com a beleza desta via, com fendas perfeitas, está linha passa bem ao lado da via Por do Sol, de onde conseguimos ver todas essas fendas. A terceira enfiada também é linda, fui escalando pela fenda até alcançar um outro plato, que conta com muitas fendas, pode ser feita outra parada em móvel,  mas acabamos usando um grampo, que segundo o conquistador, foi colocado a muitos anos atrás por pessoas que faziam rapel no local. Outra enfiada digna de pura beleza, lances bem tranquilos nessa.
Paulo chegando na terceira parada
E quando achei que a beleza da escalada iria acabar por conta de uns matos estranhos, chegamos na quarta enfiada, diagonal pra direita. Enfiada mista, com lances lindos demais, algumas passadas delicadas no início, mas que depois ficam cada vez mais tranquilos, a terceira e quarta enfiada tem apenas 30 metros cada uma.
inicio da quarta enfiada
Esta enfiada é com certeza a mais fotogênica da via. Rara beleza mesclada em proteções fixas e móveis.

final da quarta enfiada



Paulo veio limpando está enfiada com a tranquilidade e calma de sempre, ele mesmo sendo novo, já conta com habilidades de um grande escalador.
Paulo saindo da P3

Chegando na P4
A quinta e última enfiada é totalmente fixa, mas nem por isso perdeu a beleza da escala tem em torno de quarenta metros, com algumas passadas muito bonitas, continua deixando o escalador atento. Depois fica  muito tranquilo e nem vi algumas chapas antes de chegar no cume. Que também é dividido com as vias O sapateiro e Bela vista. Chamei meu parceiro de escalada tiramos uma fotinha de cume e partimos para a descida que também foi realizada pela via Supino.
cume
É uma escalada que recomendo demais, principalmente para aqueles que gostam da escalada em móvel. Parabéns novamente aos conquistadores, e vai meu agradecimento ao Antônio de Lavras, vulgo Tonhao por essas vias lindas conquistadas na Pedra da Laje. Sem dúvida as mais lindas de lá na minha humilde opinião.
Bons ventos a todos.



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