terça-feira, 6 de setembro de 2016

Vias Supino e Bela vista: Pedra da Laje

Serra da Laje
No dia 27 de agosto eu tava no empenho de fazer algumas vias na pedra da Laje e continuar completando meu currículo, e resolvi chamar alguns amigos para experimentarem uma escalada tradicional esse ano, afinal a temporada ta quase terminando,
Zé Guilherme, Paulo Moura e Vicente observando a parede
Tudo combinado na sexta com o Paulo meu parceiro de sempre, daí convidei o Vicente e chamamos o Zé, que era meu aluno e amigo, as duplas ficaram Vicente e Paulo e Eu com o Zé. Dia perfeito, uma escalada pra fechar o mês e comemorar uma despedida em alto estilo do meu aluno, afinal ele vai ficar um tempo morando fora pra estudar e se tornar um mestre.
Galera na base das vias
Quando chegamos na base, eu já tinha em mente as vias que iria fazer, afinal não estou repetindo vias este ano, a ideia era render o máximo que pudesse e ao mesmo tempo que o Zé aproveitasse um pouco na escalada, e nossa primeira via foi a Supino D1 5 Vl+ E2 180 metros. Os outros dois entrariam na via Cabeça de Vento que eu já havia feito em solitário na minha última ida a Laje.


Início da escalada
A primeira enfiada é a mais enjoada, eu já tinha reparado quando tinha escalado a via do lado que existia um lance muito liso e que daria muito trabalho para ser superado, o nome da via segundo um dos conquistadores surgiu por conta de lances que tinham que pagar barras, por isso Supino. 

Primeira enfiada 
A via segue por sistemas de agarras e pequenas lacas, algumas coisas ainda podem quebrar, como de costume nessa montanha, e chego no lance liso kkkk, que seria o crux da via e que segundo informações seria um sexto sup, e me vi em um lance totalmente liso, com uma chapa e um bolt bem próximo e a agarra boa bem longe, a esquerda existe um sistema de agarras que quase tentei passar por lá e escalar tudo em livre, mas ficaria bem exposto dessa maneira.
Crux
Então voltei, passei uma fita, pisei nela, pisei no bolte, a nem, triste nessa hora, mas fazer o que né, alcancei a agarra bem na ponta dos dedos e consegui estabilizar e praticamente paguei uma barra depois chegando na P1. Do lado, mais a esquerda os meninos desfrutam da via Cabeça de Vento.
Paulo e Vicente
Os dois estavam escalando bem e curtindo, e aproveitamos para tirar algumas fotos uns dos outros, e acabou que o dia foi ficando super divertido com mais pessoas na parede.
Paulo guiando e Vicente na seg
Bem continuando, a segunda enfiada da Supino segue um sistema de agarras, mas cai muito o grau, e a escalada flui rapidamente.

Guiando a segunda enfiada 
Os meninos escalavam praticamente junto da nossa cordada e tiraram algumas fotos de cima, a segunda enfiada foi vencida sem grandes problemas, uma escalada bonita e tranquila.

A terceira enfiada a fica começa a fica um pouco vertical com alguns lances delicados, mas nada que assuste, mas a beleza da escalada melhora muito, com lances bem técnicos e alguns diedros pequenos cegos.
Zé limpando a uma das enfiadas
Bem falar um pouco do meu parceiro no dia né, o Zé, em sua segunda parede, veio desbancando e mandando super bem, porque a via não é de graça, atento na segurança e escalando rápido na hora que era preciso.
Eu e o Zé em uma parada
A via foi conquistada com paradas de trinta em trinta metros, e no início escalamos duas ou três enfiadas assim, na quarta enfiada cheguei na parada e falei com meu parceiro e aí? Ele sem pensar uma vez disse toca pra agilizar e fazermos outra via....
eu escalando

lances lindos

Zé voando baixo
Do outro lado vicente e Paulo ia revezando as guiadas e também escalavam rápido.
Vicente guiando e Paulo na seg
Estiquei a corda toda agilizando assim a escalada, afinal o Zé tava na pilha de fazer mais uma via comigo. Chegamos no cume e nem tiramos fotos, a parada final da via Supino é um grampo sozinho e fica uns dez a metros abaixo e a direita do cume da via Bela vista. Começamos a descer rápido, porque o sol castigava nós todos já neste momento.
Vicente e seu super rango
Já na base aproveitamos para fazer uns lanches e aproveitar um pouco do super lanche que o Vicente nos presenteou, o cara teve a manha total, super top. Descansamos uns 20 minutos e eu já chamei meu parceiro bora? Afinal a segunda via era maior 200 metros. Descemos um pouco e chegamos na base da Via Bela vista D1 5 V+ E1 200 metros. Comecei a guiada da primeira enfiada e saltei alguns grampos pra agilizar a escalada. Tem o crux logo na parte mais vertical, que por sinal é um lance lindo.
Zé no lance chave da primeira enfiada
Parei na P1 com quarenta metros de escalada. Logo veio meu parceiro Zé, a via tem lances delicados nesta parte, já na segunda enfiada ela passa por um estilo mais técnico na minha opinião, com poucas agarras, algumas passagens no estilo aderência, depois passa a regletes  que começam a moer seus pés kkk.
Zé na iniciando a segunda enfiada e eu na seg de cima
Essa enfiada é bem bonita também, e a via foi se mostrando um pouco constante na casa do quinto grau.
Zé passando um magna 
Chegamos na P3 e quando olhei pra cima fiquei até assustado, afinal havia muitos grampos nesta enfiada, e pensei logo, deve ser meio chato de passar os lances, por terem protegido tanto, esta enfiada é a mais técnica na minha parte, teve lances que achei que poderia escorregar kkkk, fui passando grampo a grampo, e quase perto da parada tem um lance com um ressalto ou para alguns um mini teto, que da o tchan final da enfiada, chegando assim na P4.
Quarta enfiada

Zé limpando a enfiada mais enjoada



Cada enfiada nesta via tem quarenta metros, a última enfiada o grau cai bastante e os grampos passam a ficar bem mais longe, e com isso a escalada fica bem mais veloz kkkk, chegamos no cume e dessa vez tiramos uma foto no cume pra registrar.
Zé Guilherme e eu no cume da via Bela vista
Depois de contemplar um pouco o visual bonito desta montanha, começamos os trabalhos de descida, que aliás eu recomendo que se faça pela via Supino, caso não queira escalar com duas cordas. Chegando na base fomos ao encontro de Paulo e Vicente que depois de dormirem na base kkkkkkk após a primeira escalada, resolveram escalar a via Por do sol muito tarde e acabaram abortando a escalada depois de escalar quase 150 metros.
Vicente e Paulo na via Por do Sol
Depois de encontrarmos e organizarmos todos os equipos, descemos a trilha em direção ao carro, o melhor deste dia foi a vibe no local, todos curtiram. Foi muito bom compartilhar um pouco da escalada tradicional com estes meninos, espero repetir muitas vezes escaladas acompanhado dessa galera.
Galera no retorno para o carro
Dia incrível com uma turma muita vibe positiva. A saga continua, menos duas vias na lista. Indo embora e pensando no retorno para a próxima.
Bons ventos.
















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