sexta-feira, 15 de julho de 2016

Via: Secundo Costa Neto


Mais uma escalada clássica e de responsa, agora no Rio de Janeiro. Depois que voltei da trip de Salinas Pedro Naves um amigo me convidou ou melhor me chamou pra escalar o Pão de Açúcar, ele tinha um sonho de escalar lá que ainda não havia realizado. Se fosse em outra época a melhor via seria a famosa Italianos, mas como já havia feito essa via três vezes e este ano não estou repetindo nenhuma via a opção que joguei pra ele foi a Secundo. No inicio ficou com receio por conta de lances mais difíceis e tal, mas lá fomos. Saímos da cidade pacata de São João del Rei as 5:30 e chegamos na Urca as 9:30 do dia 18 de junho. Demoramos mais de uma hora tentando estacionar o carro, planejamento já havia furado neste momento, até que decidimos colocar o carro no estacionamento do shopping. Resolvido isso seguimos a pé, 15 minutos até a praça e dai para a trilha da via.
Traçado da via
A trilha é relativamente leve, depois que chega nas torres anda se um pouco e depois começa a descer em direção a face norte, o diedro da Secundo é bem fácil de se achar.A via começa por uma chaminé que vou te contar viu,  algo bem desgastante por sinal, a primeira proteção fica bem alta, no dia que fizemos havia duas cordas entaladas nas pedras, e isso nos facilitou na hora de proteger, mesmo assim foi bem cansativa. Escalei sem capacete e com o minimo de coisas, dicas de meu amigo Júlio Melo do Rio. Parei no grampo e puxei as duas mochilas e todo equipo que tínhamos levado. Depois continuei a escalada até a P1 onde puxei o Pedro.
Pedro chegando no grampo da chaminé
Está é uma das mais clássicas do PDA, e nem por isso se torna uma das mais facéis de lá.
Agora sim só alegria...
Perdemos muito tempo para estacionar o carro e iniciarmos a trilha, começamos a escalar por volta de meio dia, o horário que me persegue.... gastamos em torno de uma hora nesse lance da chaminé até a P1, eu realmente não me dou muito bem neste estilo kkkk.
Pedro chegando na P1 


Passado isso começa lances verticais e muito bonitos, é uma via bem protegida por sinal, a segunda enfiada é linda, começa com uma pequena chaminé e passa a um diedro lindo protegido por grampos.
Pedro no diedro da segunda enfiada

A partir daí a escalada começou a render, afinal eu prefiro muito mais lances verticais ou até mesmo negativos com agarras é claro kkkk , do que entalamentos de chaminés. Logo cheguei na P3 da via.
Pedro chegando na P3.
A P3 é bem confortável com um plato de dar inveja, visual incrível, e tivemos um dia bem diferente do que os cariocas estão acostumados, pode acreditar, senti frio na parede. O tempo fechou e eu inocente e bobo não levei nenhuma blusa kkkk. 
Self na P3
Uma paradinha pra lanche e algumas fotos nesta parada.
Eu e o Pedro na P3

Existe uma variante nesse lance, mas seguimos pela linha normal, eu levei um croqui antigo que nem tem grau nos primeiros lances, e eu achei que era  no máximo uma escalada de 4 grau sei lá, e faço um lance e outro todo delicado, costuro, outro lance delicado e passo, e vou tocando a enfiada que tem o lance de 7 lá em cima no meu croqui. Depois fui comparar o croqui com o atualizado, eu tinha passado um lance de 7a e nem tinha visto kkkk, bom né, sinal que os treinamentos estão dando algum resultado. Está enfiada é bem vertical e muito bonita. Cheguei na P4 e puxei o Pedro. Nesta hora ele já desmontrava sinal de cansaço, e estava até adrenado, afinal, ele nunca tinha escalada lá e uma via deste porte. Queria fazer algumas paradas nas chapas pra descansar, mas eu dei aquela leve apertadinha por conta do horário, tínhamos começado tarde a escalada e ainda havia um cado de rocha pra cima. Quando ele chegou ajeitei tudo e já sai guiando rapidamente, até mesmo porque a parada é bem aérea e desconfortável, a próxima seria em um plato. A outra enfiada foi bem tranquila e fluiu bem mais rápido. chegando na P5.
Pedro chegando na P5
Faltava apenas uma enfiada que eu não conhecia, porque já havia escalado tanto a italianos como a Cavalo louco, e feito estas duas com o final da Secundo. Como estava nublado, ia acabar escurecendo mais cedo do que o normal. Neste dia ventou muito na parede. 
Eu guiando a sexta enfiada
Quando cheguei na P6 da via já não tínhamos nenhum sinal de sol, quando o Pedro chegou então, mas dali pra frente eu já conhecia bem, e toquei as próximas duas em uma enfiada só esticando bem a corda. Neste momento cheguei a sentir uns pingos de garoa em mim. E quando o Pedro chegou na P8 já estava quase escuro, mesmo para o horário que era umas 17:30 mais ou menos.
 Saindo dai passe todo para o lado direito e chega a uma base onde se inicia a última enfiada, que terminei usando a lanterna de cabeça, toquei sem exitar muito afinal já estava tarde. Pedro tinha esquecido a lanterna e teve que limpar a ultima enfiada assim mesmo kkkkkkk. Chegamos no cume as 18:50 pm mais ou menos.
Cume pela via Secundo Costa Neto
Comemos alguma coisa de descemos pelo bondinho, uma vantagem de se escalar no PDA.
Como já estava muito tarde e o Pedro sem lanterna, esperamos mais um pouco até fechar a bilheteria e descemos pelo segundo bondinho até o chão kkkkk que beleza, eu nem to acostumado com isso kkkkk.
Mais uma bela escalada neste local incrível.
Grande abraço e bons ventos.















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