sábado, 20 de agosto de 2016

Escalada em Solitário

Serra da Lage
A escalada é como na vida, um constante aprendizado. E nunca sabemos o bastante, por isso a cada dia que passa tento evoluir no que posso, tanto na escalada como na vida. Existem muitas modalidades de escalada, algumas nas quais nos identificamos mais. Eu sou um apaixonado por vias grandes, seja elas fáceis, difíceis, expostas ou não. O que importa para mim é escalar e sentir a sensação de estar em um lugar onde sempre se renovo minhas energias.


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Palco novamente foi a Serra da Laje, a via eu ainda estava na dúvida até chegar na base, rsrs. Conversei de novo com o Pexe, um dos conquistadores das vias, e peguei algumas informações, uma vez que não se tem um croqui detalhado ainda desta montanha. Depois de uma conversa no zap, partir numa manha de sexta feira sozinho para escalar em solitário. Um tipo de procedimento que eu havia feito a muitos anos atrás e que estava com muita vontade de repetir.
Chegando na base 
A prática sempre leva a perfeição, por isto relembrei algumas coisas em um setor esportivo na minha cidade rsrsrs. Chegando na base da montanha eu tinha duas opções, ou eu entrava na clássica Bela vista , onde eu já tinha feito a primeira enfiada ou fazia a via Cabeça de vento que era menor 170 metros. Cheguei na base olhei e decidi pela segunda opção mesmo, deixando a Bela vista para uma próxima viagem. Ajeitei tudo na base e comecei a escalar a primeira enfiada da via, o começo foi bem lento, os primeiros 30 metros eu gastei quase uma hora pra escalar, descer e limpar a enfiada rsrsrs. Tive que fazer alguns ajustes, porque ainda não estava bom.
P1

A via é um E3, com lances bem legais e sua  saída é a parte mais delicada. A via foi conquistada com paradas de trinta em trinta metros. para facilitar a descida com uma corda só. Na segunda enfiada também toquei somente trinta metros. para aclimatar com o processo em solitário. E com isso atrasei um pouco de novo.
P2

Já acostumado com o processo, resolvi não perder mais tempo na escalada, e como as enfiadas estão divididas em trinta metros, estiquei duas enfiadas de uma vez, com algumas passadas técnicas e algumas agarras quebradiças, a via se mostra respeitosa, mesmo o grau sendo relativamente baixo. Em uma dessas passadas uma pedra quebrou no meu pé, em um lance que achei que poderia ser um outro crux técnico da via.
parada tranquila
Ai a escalada começou a render, desci para limpar os 60 metros guiados e jumarear tudo pra cima. Ossos do ofício quando se escala em solitário. Neste momento eu havia escalado uns cento e vinte metros de via, então restava apenas cinquentinha pra cima. 
equipamento

Faltando apenas cinquenta metros, era uma enfiada de trinta e outra de 20 metros mais ou menos, ai resolvi fazer em duas mesmo para evitar transtornos e curti um pouco o lugar.
penúltima parada
Na última enfiada que também é exposta tem um lance um tanto delicado, nesta hora resolvi parar alguns lances antes e tirar uma foto da escalada kkkk.
guiando a última enfiada
A escalada em solitário te coloca em um comprometimento bem maior na montanha, uma vez que se algo acontecer com você, não terá ninguém para tirá lo do local. Foi a minha primeira experiencia em uma via de parede sozinho, e já fiquei realmente apaixonado com tal comprometimento com a montanha e comigo mesmo.
cume da via Cabeça de vento
A serra da Laje tem escaladas bem clássicas, os escaladores locais desenvolveram um excelente trabalho. Eu realmente fiquei encantado com a beleza, tanto da montanha quanto das vias, e estou instigado a repetir todas da montanha, algumas em solitário mesmo. 
Escalada tranquila e já com as mãos suando pra voltar nesta montanha, as próximas vias já estão listadas rsrsr.
Bons ventos a todos.












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