quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Via Iemanjá - PDA

Rio de Janeiro
A proposta dessa vez era fazer um bate e volta na cidade maravilhosa para escalar, dessa vez meu parceiro foi André Amaral. Saímos de nossa querida São João del Rei as 4 da madruga e seguimos para o Rio de Janeiro. O objetivo escalar a via Iemanjá com seus 460 metros, e voltar para nossa cidade depois do climb.
Gastamos em torno de 5 horas e pouco até chegar na praia da urca, tomamos um café, eu pelo menos tentei comer algo, porque passei muito mal na viagem kkkkk.
André na trilha
A caminhada para a base da via é um tanto tranquila e muito bonita por sinal, caminhamos a beira mar o tempo todo, e este visual é realmente motivador. Erramos a base da via, eu errei a base kkkkk, André só me acompanhou kkkk, andamos muito, e quando acertamos a base o camelbak do André tinha esvaziado por conta de um vazamento.
Visual da escalada
Estávamos na base da via exatamente ao meio dia e o sol já nos castigava, tínhamos somente dois litros de água para nós dois, perguntei para o André se ele queria encarar assim mesmo, afinal era sua primeira parede. Decidimos tocar pra cima e começava assim a saga do deserto na via Iemanjá.
Eu guiando a primeira enfiada
É uma via muito bonita, e não é tao exigente tecnicamente como outras do local, mas que cobra muito na orientação, para se achar os grampos em meio a gravatas, a grampeação no estilo E3, também pode ser exigir um pouco mentalmente para aqueles que não estão acostumados. Mas o fato mais importante que o sol castiga o tempo todo, não há sombra em momento algum, então para aqueles que querem se aventurar, se preparem para ser castigados pelo sol kkkk.
Eu em alguma parada kkk
A escalada fluiu muito bem nos primeiros 200 metros, o croqui que retirei do Guia do Daflon, é muito útil e bate muito bem. André começou a demonstrar sinais de cansaço neste momento, afinal a água estava racionada kkkk.
André limpando uma das enfiadas
Continuamos tocando, eu tentar guiar o mais rápido que pudesse, havíamos começado a escalar tarde uma parede cotada como D3, não queria chegar no final da via ao entardecer, porque ainda tinha 200 metros de costões pra chegar no cume, André já tinha visto vídeos de pessoas perdidas neste final kkkkk.
André escalando
A dificuldade estava em escalar debaixo de um sol muito forte, e em achar alguns grampos que pareciam ser esconder, acho que começamos a ficar cansados e isto facilitava em não achar alguns grampos. A via tem lances de quinto e sexto em uma enfiada que por sinal é uma das mais lindas. Passado isso a escalada diminui novamente a dificuldade e com isso conseguimos agilizar muito. Quando chegamos a P9 André já demonstrava sinais de desidratação e de muito cansaço.
André chegando na P9
Neste momento tínhamos menos de 150 ml de água, André me pedia para descansar e o sol nos castigando, estávamos até dentro de um tempo bom para a escalada, e ainda faltava 3 enfiadas para chegar no final, além dos 200 metros de costões que nos aguardava. Nesta hora decidi tocar as duas últimas enfiadas com apenas um esticão e que funcionou, o único problema disso é a comunicação. Quando André chegou no final estava exausto, mas terminamos dentro de um bom tempo 4 hs e 30 minutos.
André deitado e eu na self kkkk . Fim da via
Continuei sem exitar muito, e resolvi subir encordoados, uma vez que meu parceiro se encontrava muito cansado e podia se desequilibrar e cair, ou até mesmo passar mal. Gastamos quase uma hora pra subir os 200 metros que nos separava do cume. Quando chegamos estávamos totalmente sem água e André chegou a passar mal depois, mas cabe ressaltar aqui que ele foi um tremendo guerreiro, sua primeira parede, debaixo de um sol carioca, numa via longa dessa. Mandou bem demais.
Terminamos a subida e tomamos um suco bem gelado e tiramos um foto no cume, com nossos rostos demonstrando o sinal de cansaço da escalada.
cume
Seguimos para a descida que é pelo bondinho, afinal tínhamos uma longa jornada pela frente que seria retorna para nossa cidade ainda no mesmo dia.
Depois de descer pelo bondinho
Assim que descemos pelo primeiro bondinho, seguimos pela trilha e continuamos nossa caminhada, até acessar a pista Cláudio Coutinho, dali seguimos para o estacionamento de onde deixamos o carro, fizemos um lanche rápido e começamos nossa jornada perdidos no Rio kkkkk. Erramos várias vezes a saída e o GPS nos ajuda um tanto que ninguém faz ideia kkkk. Depois de quase duras horas pegamos o caminho correto, chegamos na nossa cidade por volta de uma hora da madruga. E assim foi essa jornada de bate e volta na cidade maravilhosa....
Bons ventos...














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